Produtivo vs improdutivo

E-mail Imprimir PDF

O que mais se lê nos jornais é que o Acre está dando passos importantes em vários ramos produtivos, em especial, no cultivo de grãos, no setor hortifrutigranjeiro e na Piscicultura. Ainda assim, um grupo de céticos - alguns chamam de ‘pessimistas’- insiste em dizer que o Estado não produz nada. Que tudo aqui é ‘inventado’, que o solo acreano ‘só serve pra pata de boi e tronco de árvore’ e que ‘o que é daqui não presta, só tem qualidade o que vem de fora’.

Por quê, você se pergunta, leitor, milhões e mais milhões de reais estão sendo investidos em diversos ramos produtivos do Acre, enquanto alguns continuam a afirmar que desta terra não cresce nada? A resposta é simples: contradição e dualidade de diálogos.

Existem cadeias produtivas, sim, no Acre - apesar de dizerem que aqui só há ‘ensaios’ delas. Inclusive, as apostas no progresso delas estão sendo tão altas, atualmente, que este que vos escreve arrisca a afirmar que elas são as mais altas que já se fez na história local. Há planejamento, recursos e variedades na produção. Até ‘polos produtivos’ estão sendo direcio-nados para re-giões e municípios do Estado. E o melhor: milhares de famí-lias acreanas estão se tornando exclusivamente dependentes deste domínio produtivo.

Reflita bem, leitor: se não há produção no Estado, por quê existe uma ZPE e por quê até empresas de fora querem vir se instalar aqui para explorar este potencial produtivo do Acre?
É verdade que o Acre ainda precisa importar muitos produtos de fora. Isso é fato. Coisa indiscutível. Mas também é fato que as cadeias produtivas acreanas também já estão começando, aos poucos, a ganhar aporte e ousadia para abastecer a demanda do mercado interno e para vender seus produtos - e com qualidade - para fora. E não é só de castanha, madeira e carne bovina que estas cadeias se resumem. Gradativamente, outros ramos vão poder se consolidar com um potencial produtivo tão vasto quanto estes 3 mencionados.

A conclusão que se chega deste paradoxo entre o ‘Estado produtivo’ e o alegado ‘Acre sem  produção’ é que este grupo de pessoas não deve sentir esta produção local. Sério! Para fazer tais afirmações, os céticos só podem não ver - ou não querer ver - o resultado da produção do Estado. Ou não acreditam nela. Mas fato é que ela existe, na sua escala possível, e não precisa da aposta dos descrentes para se desenvolver no Estado. Mas, vale lembrar, quando o povo acredita, unani-mamente, em alguma coisa, ela tende a crescer num ritmo maior.
Com posições políticas à parte, este conflito de posições sobre a produtividade acreana avançaria bastante. E é deste avanço que os setores produtivos do Estado precisam.

*  Tiago Martinello é jornalista. E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.


Adicione isto no seu website.
 
 
 
 
 
 

Videos

Fotos de eventos

coluna0104
 Jussara Holanda
Segunda-Feira e Sexta-Feira

Editorial

Não bastam

 São válidas e até necessárias essas manifestações que estão se fazendo em torno da ameaça de demissão de 11 mil servidores públicos não concursados, mas, a rigor, não resolvem o problema.

Leia mais...

Clima

Partly cloudy

22°C

Rio Branco

Partly cloudy