Caro leitor, sei que este espaço é destinado para abordar temas sociais, contudo, desta vez, acho que vou ter de aproveitá-lo mais para fazer um desabafo de jornalista mesmo.
Nesta semana, na quinta-feira, dia 3 de agosto, em mais um exercÃcio diário da minha amada função jornalÃstica, fui cobrir uma visita do governador Tião Viana a este jornal, no qual tenho tanto orgulho de trabalhar. Na ocasião, o governador anunciou a suspensão temporária dos chamados telefones institucionais durante o perÃodo eleitoral e adiantou alguns outros cuidados que estavam sendo tomados pela sua gestão para garantir o distanciamento da ‘máquina pública’ na campanha. Medidas que, devo ressaltar, são sábias e que zelam pela igualdade no processo eleitoral.
Fiz a matéria, calmamente, assim como sempre procuro fazer meu trabalho. Mas, infelizmente, outros meios de comunicação se aproveitaram do meu texto para ‘desvirtuar’ (desculpe, aos meus bons colegas de profissão, pela utilização deste e de outros termos ruins, mas fato é que não há substitutos melhores para descrever o que aconteceu) falas entre aspas do governador. Num assombro de ampla ‘criatividade’, conseguiram ressaltar um pequeno trecho do discurso de Tião Viana para gerar notÃcias inverÃdicas afirmando que o governador admitia ‘arapongagem’ no Estado. Â
Não sei, e no fundo prefiro ignorar, os interesses por trás de tal postura dos profissionais que distorceram meu trabalho final. No entanto, enfim, quero deixar expresso o meu desagravo à repercussão pretensiosa dada a passagens de minha matéria, por sites noticiosos e blogs locais. O conteúdo de meu texto, que cita, sim, frases do governador, foi utilizado de forma descontextualizada para fazer acreditar que teriam sido declaradas determinadas afirmações por parte de meu entrevistado, num péssimo exemplo de jornalismo manipulatório. São meras edições falsas do discurso de Tião Viana.
Mais uma vez, quero deixar claro que a insinuação de sentido dando conta que ‘conversas em telefones institucio-nais seriam todas gravadas pelo governo’, como mirabulosamente fizeram crer os propagadores desautorizados da notÃcia, nunca foi dita pelo governador e meu texto neste jornal, em momento algum, reportou aquilo que não foi dito. A fala do governador foi feita no sentido de expressar a gravidade que seria se fosse gravado, por qualquer instituição autorizada a fazer isso, algum diálogo inocente, estabelecido por meio de algum telefone institucional, dando a ideia de favorecer algum candidato nestas eleições. Tão única e exclusivamente neste sentido, e nenhum outro. Quem entendeu diferente, viu muito além do que foi escrito.
No mais, é isso leitor, desculpe o descarrego. E que prevaleça a verdade!
* Tiago Martinello é jornalista. E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

















































