Hoje parei pra pensar e fiquei me perguntando até quando a Educação será tratada de forma secundária? Até quando teremos que aceitar que milhares de crianças conti-nuam fora da escola? Até quando nossos jovens serão obrigados a participar das mesmas aulas que os pais participaram?
Definitivamente a Educação é um grande problema no Brasil. Exemplo disso é o Colégio de Aplicação, que sempre foi referência de educação de qualidade. Ali estudei os nível fundamental e médio. Aprendi muita coisa.
Olhando pra história, vejo quantos que por ali passaram ocupam cargos importantes. O Aplicação foi responsável pela formação de grandes homens e mulheres. Mas hoje, o prédio onde funciona o colégio está praticamente abandonado.
Quem passa ali na avenida Ceará ou na Getúlio Vargas não acredita que ali funciona uma instituição de ensino federal. Basta parar um pouco e observar que além da pintura desgastada, as paredes estão rachadas e a estrutura física, a mesma de quando dali sai, em 1996, requer cuidados especiais.
Confesso que meu coração fica triste ao olhar para aquele espaço, que posso considerar minha fonte de aprendizagem, praticamente abandonado. Não é justo que crianças, adolescentes e jovens frequentem um colégio assim.
Mas você pode perguntar: e a estrutura física influencia na qualidade da educação? Então quem estuda numa escola rural, sem uma boa pintura, não pode aprender nada?
São questionamentos importantes e que devem ser levados em conta. Mas aqui estou falando de uma instituição federal, localizada numa área nobre no Centro da cidade, considerada modelo em educação de qualidade.
Peço atenção da reitoria da Ufac ou de quem seja o responsável pelo Colégio de Aplicação. Lembro que o ex-governador Binho Marques sonhava em transformar aquele prédio em uma escola moderna para atender crianças carentes.
Não podemos aceitar e nem mesmo permitir que um Colégio que tanto contribui para o nosso Estado, fique entregue ao abandono e até mesmo colocando em risco a vida daqueles que ali frequentam.
Por caridade, salvem o Colégio de Aplicação!
*Rutemberg Crispim é jornalista
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