De forma surpreendente, o Plácido de Castro conquistou o tÃtulo simbólico do primeiro turno do Campeonato Acreano 2013. Sensação do Estadual, o Tigre do Abunã passou a ser considerado um fortÃssimo favorito a levantar a taça inédita. Mas, dois jogos foram suficientes para que a confiança no time descesse ladeira abaixo.
Arrasador, o Plácido de Castro fez uma campanha impecável no primeiro turno do Estadual. Foram seis vitórias (inclusive uma em cima do principal rival, o Rio Branco) e um empate. Já no returno, o time não conseguiu manter o mesmo ritmo. Perdeu três das cinco partidas que disputou.
Cavalo paraguaio é uma expressão usada para os times de futebol que iniciam um campeonato com excelente atuação e, no decorrer dos jogos, são superados pelos outros. Mas como explicar a queda repentina de uma equipe que mostrou um futebol convincente no inÃcio e agora não é mais o mesmo?
Vários são os fatores que contribuÃram para tal. Entre eles, salários atrasados e brigas internas. O presidente do clube, Josué Carvalho, pode até negar, mas esses são motivos suficientes para o time não ter o mesmo rendimento do começo do Estadual.
O Plácido tem uma folha salarial de R$ 48 mil e única fonte de renda do clube é um repasse de R$ 99 mil (dividido em três vezes) obtido na Câmara Municipal da cidade. Aos poucos, a diretoria tenta pagar parte dos salários atrasados, mas ainda espera pelo convênio do Governo do Estado (que está atrasado) e patrocÃnio de empresas privadas (o que não é tão fácil conseguir).
Além do pagamento não estar em dia, o clima no elenco placidiano não é dos melhores. Na semana passada, após um coletivo no estádio José Ferreira, o volante Joel e o meio-campo Uilian se desentenderam com o técnico Nilton Nery, que cobrou mais empenho dos jogadores dentro de campo. Resultado: os atletas foram afastados pela diretoria e comissão técnica.
Depois de duas derrotas seguidas na competição, a confiança da torcida e do próprio time não é mais a mesma. Para conquistar o tÃtulo estadual inédito, o Tigre do Abunã precisará derrubar seus adversários dentro de campo e fora dele. O Plácido, este ano, deu uma aula de como deixar de ser favorito em apenas dois jogos. Garantido nas semifinais, ainda tem tempo de corrigir os erros e não ser o cavalo paraguaio de 2013.
João Paulo Maia é estudante de Jornalismo da Ufac
Twitter: @jpmaiaa
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