Se você está tendo a sorte de ler este artigo hoje é porque sobreviveu ao “fim do mundo”. Não sei se por causa das especulações sobre o fim, ou por causa da crise econômica mundial, só atentei esta semana que o Natal estava bem aí e o fim do ano também. Isso nunca havia me ocorrido. Fiquei triste.
O Natal pra mim, quando criança, e para os meus irmãos sempre foi uma data ansiosamente aguardada. Dessa época guardo boas lembranças. Éramos envolvidos pela magia do Natal. Não apenas pelos presentes, claro, e vai ter gente esbravejando contra o comércio que transformou essa data em meramente consumista (traduzida na figura do bom velhinho), mas pelo sentimento de renovação, união, afeto. Renovação da vida e da esperança.
Hoje, confesso que me estresso nos dias que antecedem o Natal. O trânsito fica um caos, as lojas ficam abarrotadas, as pessoas se esbarram nas ruas e não tem espírito natalino que resista a isso.
A verdade é que nós, hoje adultos, enquanto mães, pais, avós e tios alimentamos o momento “mágico” do natal para as crianças e estamos esquecendo de alimentá-lo dentro de nós mesmos.
Mas é final de ano. E no fim de cada ano somos levados a fazer uma avaliação do ano que passou. O que fizemos, o que deixamos de lado. Velhas manias e hábitos que precisam ser mudados. Um novo ano bate agora a nossa porta e temos mais uma nova oportunidade de fazer diferente. Não dá pra ser bonzinho só porque é Natal e passar o resto do ano cometendo injustiças, envolvidos em intrigas e fofocas.
Rubem Alves, grande educador e escritor (minha paixão do momento), sabiamente diz que “as grandes mudanças acontecem de dentro para fora. Milho de pipoca que não passa pelo fogo, continua a ser apenas milho de pipoca”.
E continua: “a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. As pipocas que estouram são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira”.
É isso que desejo a vocês! Que em 2013, tenhamos coragem de enfrentar o fogo, para que possamos nos transformar em pipocas macias!
* Geisy Negreiros é jornalista. E-mail:
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Twitter: @geisynegreiros

















































