Não se fala em outra coisa que não seja a operação G-7. E não era pra menos. Afinal, as prisões de secretários estaduais e municipais e empreiteiros que têm sua imagem associada diretamente ao Poder, anteontem, falam por si. Foram chocantes. E pegaram todos os acreanos de surpresa.
 Não me cabe falar sobre as condutas ou sobre as ações dos envolvidos. Quem sou eu pra isso? Agora, este é um dever que só compete à Justiça e ao governo (sim, porque são seus gestores que estão lá na linha de frente). Mas a reflexão que me cabe fazer, enquanto cidadão e jornalista, é o que vai acontecer com todos os bons programas governamentais que agora a população acreana coloca em xeque devido à ‘explosão’ deste aparente esquema de corrupção?
Os projetos habitacionais, de saúde e de pavimentação e saneamento devem prosseguir ou devem ir para a lixeira, devido à exposição dos riscos de supostas fraudes por trás deles?
 Se minha opinião vale de alguma coisa, acho que as boas iniciativas devem continuar. Não é um escândalo público que deve por fim a empreendimentos que podem, na teoria (e se bem aplicados nesta teoria), fazer a diferença para melhorar a qualidade de vida da população. Os projetos não têm culpa de todas as dúvidas em cima da Ãndole de seus aplicadores. São só planos e projetos, inanimados. Sua essência vem de seus gestores. Se forem ‘bons’, a sua aplicação também será.
E, se houve mesmo corrupção dentro da estrutura governista que administra tais programas habitacionais e de pavimentação, que haja uma severa punição após o julgamento dos gestores e empreiteiros (caso este juÃzo seja condenatório). E que fique claro que as pessoas é que devem ser punidas. Pessoas. E não os projetos e programas, que foram prejudicados pelas insinuantes fraudes apuradas pela PolÃcia Federal.
 As prisões foram feitas. Se houve culpados e eles já foram presos, que o mundo possa continuar. Se há mais gestores envolvidos, a PF vai investigar e vai prendê-los também. Este é o trabalho da Federal, e ninguém está interferindo nele. E, vale lembrar que a máquina pública não pode parar de funcionar. Nunca. A população precisa dela, independente da dimensão, da gravidade e da natureza de qualquer crise que, por ventura, o governo possa estar enfrentando.
O show deve continuar... O povo acreano precisa disso.
*Tiago Martinello é jornalista. E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.


















































