A enxaqueca é uma condição clínica que se caracteriza por vários graus de dores internas na cabeça e resulta da pressão exercida por vasos sanguíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente.
Na enxaqueca qualquer parte da cabeça pode estar envolvida, porém a maioria das pessoas sente a dor de cabeça nas têmporas ou atrás de um olho ou da orelha. Outras pessoas podem ver manchas ou luzes piscando, ou até mesmo ter perda temporária da visão.
A enxaqueca pode ser divida em suas formas, quais sejam: a) com aura (ocorrem alterações visuais, visuais como flashes de luz, pontos escuros na visão ou linhas em ziguezague, que em geral precedem em minutos o aparecimento da dor); b) sem aura (é a mais comum e nem sempre apresenta alteração às alterações visuais).
Os mecanismos causadores da enxaqueca citados pela maioria dos autores compreendem: fatores genéticos, ambientais, dietéticos, hormonais e irregularidade dos padrões de sono. Muito embora cada pessoa apresente a enxaqueca de uma forma diferente, a principal caracteristica é a dor pulsátil, usualmente em um dos lados da cabeça.
Outros autores acrescentam que os pacientes também podem apresentar náusea ou vômitos e sensibilidade à luz e ao som, sendo que tais sintomas podem inclusive, causar incapacidade para realização de atividades cotidianas.
Matéria publicada pela The Federal Source for Women’s Health Information e traduzida por Fontes (2013) indica que a enxaqueca é mais comum em mulheres na faixa de 20 e 45 anos de idade. As dores de cabeça nessas mulheres também tendem a ser mais longas e dolorosas.
ENXAQUECA INFANTIL
Normalmente, a enxaqueca não tem uma idade certa ou um motivo específico para se manifestar. Ao contrário, conforme afirma Vieira (2006) é cada vez mais frequente o histórico de crianças que apresentam enxaqueca, sendo que o problema às vezes demora a ser diagnosticado. Considerando que nem sempre elas sabem se expressar corretamente, o autor recomenda: “se uma criança reclama de dores de cabeça forte, o melhor a fazer é procurar um especialista”.
Ainda conforme o mesmo autor mais comum é que a doença seja percebida no início ou decorrer da idade escolar. Um problema de visão ou mesmo de dentes, pode ser o motivo da enxaqueca, mas somente uma investigação mais aprofundada poderá ajudar a criança.
ENXAQUECA ABDOMINAL
De acordo com Motta e Silva (2008) a enxaqueca abdominal pode ser definida quando ocorre de duas a mais vezes nos doze meses precedentes todos os sintomas a seguir relacionados:
a) Episódios paroxísticos de intensidade súbita de dor Peri umbilical aguda e intensa com duração de uma ou mais horas e que interfira nas atividades habituais, sendo incapacitante e associada a dois ou mais sintomas e
b) Sinais vasomotores como, náusea vômito, anorexia, fotofobia, cefaleia e palidez intensa, além de períodos intercalados de retorno ao estado de saúde habitual nas últimas semanas ou meses.
A literatura indica que a enxaqueca abdominal é uma variante da enxaqueca comum, sendo que neste caso, a dor ao invés de se localizar na cabeça se localiza na região do umbigo. Esse tipo de enxaqueca é raro nos adultos, mas bastante comum entre crianças, principalmente naquelas com história fami-liar de enxaqueca.
SINTOMAS
Os sintomas da enxaqueca abdominal no entender de Tuma (2013) são confusos, o que torna bastante difícil para o médico diagnosticar esta condição. Dentre os sintomas os mais comuns são: dor abdominal profunda, que dura entre 1-72 horas; náuseas e vômitos; tontura repentina e grave; sensibilidade a vários sons e luzes; perda notável ou redução do apetite; crescentes sinais de irritabilidade; palidez visível e rigidez no rosto da criança; e círculos repentinos escuros ou com sombras escuras ao redor dos olhos.
Outros sintomas conforme outros autores incluem cãibras, espasmos, distensão abdominal, bocejos e sonolência.
TRATAMENTO
Segundo a maioria dos autores consultados, não há um padrão definido de tratamento para a enxaqueca abdominal. Mas, a medicina vem tratando esta condição nas mesmas linhas dos outros tipos de enxaquecas, que inclui o uso de medicamentos analgésicos, anti-náu-seas e sedativos. Também é recomendável proporcionar a criança um ambiente calmo e com pouca luminosidade para que ela possa descansar e dormir.
PREVENÇÃO
A literatura indica que a prevenção da enxaqueca abdominal pode ser realizada adotando-se alguns cuidados, ou seja, evitando-se o consumo de alimentos gordurosos, enlatados, refrigerantes, bem como barulho excessivo e exposição a odores fortes, a exemplo dos perfumes, tintas e fumaça de cigarro.
* Terezinha de Freitas Ferreira é doutora em Enfermagem pela Universidade de São Paulo - USP. Professora Associada do Centro de Ciências da Saúde - CCSD da Universidade Federal do Acre - Ufac. Consultora editorial da Revista Brasileira em Promoção da Saúde da UNIFOR e Revista de Saúde.com, da UESB. E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

















































